Regras da redação

Para uma boa escrita, é preciso seguir algumas regras da redação, como por exemplo:

 Não fugir do tema, buscando sempre analisar a proposta e sublinhar as palavras mais importantes.

Ter cuidado para não errar o gênero do texto, pois muitas vezes, é solicitado uma dissertação e as pessoas escrevem uma poesia ou uma narração. Vale a pena lembrar que a característica fundamental da dissertação é a argumentação, ou seja, a discussão de ideias, exposição de um ponto de vista, uma opinião. Já na narração, conta-se uma história sem ter a necessidade de apresentar explicações.

Regras da redação

Regras da redação

Apresentar coesão e coerência, já que as frases não podem aparecer soltas no texto. Outro aspecto importante é não usar elementos contraditórios.

Escrever corretamente, assim como cuidar a concordância das palavras, uma vez que informações desestruturadas podem danificar completamente a redação, pois a leitura não flui.

Não mesclar pessoas gramaticais. Pois, demonstra que a pessoa não segue uma linha quando inicia um texto com a terceira pessoa do singular, por exemplo; no meio do texto muda para “nós” e finaliza utilizando “eu”.

Nunca usar coloquialismo, gírias ou clichês, porque dá a impressão que há desconhecimento da norma culta.

Escrever legivelmente, pois é essencial para a compreensão do texto,  de preferência com letra cursiva.

Cuidar a utilização de aspas (“…”). Elas são usadas em três situações:

Quando há citação literal, ou seja, exista a reprodução de uma frase de outra pessoa do modo que ela foi estabelecida. Exemplo: a Christiane Torloni disse: “Não pode se deixar tudo nos ombros da Xuxa…”.

Quando há palavras estrangeiras. Exemplo: “workshop” (encontro de pessoas interessadas num mesmo tema e que se reúnem para discutir o assunto). Outro exemplo: a publicidade, muitas vezes, utiliza o “outdoor. Vale lembrar que não se utilizam aspas em palavras latinas, pois o Latim é a base do português.

E, por último, quando há termos no plano conotativo. Exemplo: Essa semana foi “animal”. Animal denota fera, no nível conotativo da gíria significa “fantástico”. Outro exemplo: Ele é um gato. Gato é um felino, porém no plano conotativo quer dizer “bonito”, “atraente”.

Prestar muita atenção ao uso correto da crase.

Conhecer as normas da nova ortografia.

Saber usar ponto e vírgula, travessão, dois pontos, parênteses, reticências.

Ponto e vírgula é um sinal de pontuação que marca uma coordenação entre termos ou orações se a vírgula já foi empregada com outra função no período. Exemplo: As pessoas estão atentas às variações do mercado; não é válido dizer, como se vê, que estejam alienadas.

Travessão indica discurso direto ou enfatiza o termo isolado. Exemplo:

– Matheus chamou insistente:

– Mãe, olha o Gabriel.

Outro exemplo:

– O leão – rei dos animais – durante o acasalamento mostra-se vulnerável.

Dois pontos introduzem esclarecimento. Exemplo:

Fiz três comentários: sobre a pertinência da abordagem, a clareza e a síntese.

Também antecedem uma síntese. Exemplo:

Um empréstimo bancário, dinheiro de campanha: nada além de mentiras.

E marcam uma quebra na sequência sintática. Exemplo:

Estava afogando-se, ia esticar-lhe a mão: era tarde!

Parênteses marcam uma informação paralela. Exemplo:

Não creio que o Brasil (descoberto há mais de 500 anos) ainda tenha fôlego para sonhos econômicos.

Reticências indicam dúvida, hesitação, surpresa. Exemplo:

Eu queria revelar-lhe um segredo…

Também assimilam interrupção no pensamento ou na fala. Exemplo:

– Uma verdade que não pode ser…

– Fique quieta Jaqueline! Dê chance para que os outros falem.

E identificam uma supressão de parte do texto. Exemplo:

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / […] o brado retumbante.