Como fazer a fundamentação teórica Monografia

Como fazer a fundamentação teórica Monografia – É facultativo usar um texto de abertura, com um ou dois parágrafos, para expor como a fundamentação teórica está estruturada, ou seja, quais são suas partes principais. Também é possível colocar um contexto amplo do tema, fundamentado em autores, porém sem alongar o texto.

Nos tópicos seguintes, são apresentados alguns conceitos básicos sobre o assunto e utilizados vários recursos diferentes de citação, a título de exemplificação.

Conceitos Básicos

A fundamentação teórica é uma base extremamente importante para qualquer estudo científico. Bem (apud BEUREN, 2003, p. 69) afirma que o pesquisador “deveria familiarizar-se com o trabalho anterior da área antes de delinear seu próprio estudo”.

Como fazer a fundamentação teórica Monografia

Como fazer a fundamentação teórica Monografia

Esta parte de um texto científico também é costumeiramente identificada como revisão de literatura, revisão bibliográfica, embasamento teórico e termos similares. Independentemente da denominação, não se foge ao conceito proposto por Büllau: “é um texto estruturado e elaborado pelo pesquisador para apresentar as idéias e conceitos já existentes sobre o assunto da pesquisa. É uma síntese dos melhores conceitos já publicados sobre o tema da pesquisa” (2006, p. 19).

Dentro desta concepção de idéias e conceitos já existentes, o trabalho de redação naturalmente começa por um levantamento bibliográfico que abrange “todas as obras escritas, como a matéria constituída por dados primários ou secundários que possam ser utilizados pelo pesquisador ou simplesmente pelo leitor” (FACHIN, 2006, p. 122). Porém, Beuren adverte que, dependendo do assunto, um ou poucos autores são suficientes para darem o suporte necessário a determinado assunto, enquanto outros assuntos podem requerer uma revisão bibliográfica mais extensa, especialmente quando há contradições e polêmicas entre os autores (2003, p. 69-70).

 

Organização e amplitude do texto

Quanto à organização e amplitude do texto, a orientação de Beuren é bastante clara:

A organização do capítulo deve-se dar por seções e subseções, buscando um arranjo encadeado dos raciocínios utilizados para dar sustentação teórica ao estudo. Novamente, o problema formulado é o indicador do delineamento da estrutura deste capítulo, pois os elementos que o compõem precisam encontrar fundamentação teórica neste capítulo. Sob pena de, quando da interpretação dos dados coletados, não ser viável o relacionamento dos dados empíricos com os fundamentos teóricos apresentados (2003, p. 69).

A redação do texto da fundamentação teórica é quase que exclusivamente baseada em citações das fontes. O autor (pesquisador) apenas faz as apresentações e encaminhamentos do texto, através de pequenas frases e expressões de ligação. De forma bem objetiva, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) conceitua citação como “menção de uma informação extraída de outra fonte” (NBR 10520, 2002, p. 2). Também pode ser conceituada como a “transcrição de informações (dados, conceitos etc.) de uma determinada fonte com o fim de subsidiar e fundamentar o desenvolvimento da monografia” (ORIENTAÇÕES…, 2006, p. 24). Para Diehl e Tatim, tanto as informações escritas quanto as orais podem ser objeto de citações (2004, p. 132).

As citações podem ser apresentadas de duas formas: mediante transcrição literal, que são cópias fiéis, ou por paráfrases, que consistem na apresentação das idéias do autor pesquisado com as palavras e estilo de redação do redator ou pesquisador (BEUREN, 2003, p. 70; BÜLLAU, 2006, p. 20). Já a efetiva autoria pode ser do próprio autor pesquisado ou, então, de autor citado pelo autor. No primeiro caso, se tem uma citação propriamente dita; no segundo, uma citação de citação (ORIENTAÇÕES…, 2006, p. 24).

Erros típicos na fundamentação teórica

– indicação do nome completo do autor (informa-se somente sobrenome);

– indicação de sobrenomes compostos de forma simples, especialmente nos casos de sobrenomes de família (Filho, Neto, etc.);

– inversão da ordem autor, ano e página;

– indicação do site consultado no corpo do texto (no texto, identifica-se autor ou primeira palavra do título; o site só é informado no final, na lista de referências, como se fosse a editora do texto);

– inversão dos “apud”;

– uso equivocado de letras maiúsculas ou minúsculas no sobrenome do autor (usam-se maiúsculas quando for colocado como complemento, entre parênteses; minúsculas, quando faz parte da frase);

– uso de aspas em citações longas (reentrância);

– uso de expressões de ligação e apresentação (Souza afirma que) no corpo da reentrância (faz-se reentrância somente da parte copiada fielmente; a expressão de ligação e apresentação é colocada em parágrafo normal);

– não identificação de número de página em citações indiretas (paráfrase) – embora facultativa, recomenda-se sempre identificar a página para evitar problemas posteriores;

– uso de um único autor em determinado item e, pior ainda, durante várias páginas consecutivas.